As tuas mãos deslizando pelo meu corpo. O toque dos lábios. O movimento dos lençóis. Tanta certeza, pouco sucesso.
Impressionantemente, não importava. Na verdade, o que mais me prendia ali eram as conversas que tínhamos depois, deitados, meio cansados, mas totalmente despertos.
As histórias, o cotidiano, o pouquinho da sua vida e da sua personalidade que eu absorvia naqueles minutos duravam em mim meses numa saudade que eu alimentava com certa obsessão.
(Porque eu não podia deixar morrer a única coisa
que fazia eu me sentir mais humana)
