É ridículo que eu fique abalada por uma data simbólica. Mas, sinto que não estou pronta para um novo ano, pra recomeçar a rotina, com os mesmos horários e as mesmas pessoas.
É tolice, mas uma parte de mim realmente espera por algo mágico na virada do ano, como se alguma coisa fosse de repente mudar ou como se eu fosse finalmente encontrar aquela resposta.
Fico torcendo - inútil! - para que o zero nunca chegue, porque, depois de aberta a champagne e da luz dos fogos de artifício, o que me sobra são as expectativas afogadas num mar de esperança.
(O vazio e a cicatriz dos sonhos que morreram)





