27 de fevereiro de 2012

Always like this

É impressionante que, se tudo correr bem, eu já sei exatamente como termina. 
Minha frustração e covardia, meus sonhos impossíveis e meu medo do inevitável vão me levar pra um dos finais previsíveis que eu tanto odeio.

24 de fevereiro de 2012

É só hoje, e isso passa...



O papel e a caneta funcionam cada vez menos. Minha dificuldade em falar, meu medo de parecer ridícula e minha angústia de ser mal interpretada, se acumulam em progressão geométrica.

(Logo você vai explodir, numa crise de choro, reclamações e palavrões, tudo que sua covardia não permitiu em anos.
E então, vai afundar no mar de melanciolia que você vem navegando cuidadosamente esse tempo todo, sem conseguir encontrar uma explicação pra "de onde vem tanta água?", mas sabendo exatamente o porquê de cada onda, ressaca ou agitação.)

21 de fevereiro de 2012

O tempo resolveu brincar de passar devagar de novo



Eu queria uma mudança. Algo que permitisse perceber do que, além do meu orgulho patético, eu sentiria falta.

Aí está minha resposta.

E é a mesma que justifica (será?) toda minha raiva e lágrimas.

16 de fevereiro de 2012

I swear, I'm trying

Por que você não pára de perder seu tempo tentando agradar os outros?

É tão inútil. Estas coisas só têm importância pra você.

11 de fevereiro de 2012

What's the matter, honey?

Geralmente sua voz falha, suas ideias e contestações se calam e morrem em algum lugar entre seus pensamentos e medos.

O receio de ser repreendida ou ridicularizada.

As dúvidas, as opiniões e reclamações flutuam no seu mar interno de covardia.

7 de fevereiro de 2012

Get over it

Por que eu não consigo simplesmente fechar os olhos e ir, sem temores ou receios, sem passado e sem futuro??

2 de fevereiro de 2012

O que acorrenta e afunda minha alma

A vontade de estar em outro lugar, de ser outra pessoa
A sensação de vazio e impotência pelo tempo que segue sempre em frente
O cemitério que sou, pelas palavras e ternuras que não encontraram forças e padeceram em mim
O som e o sentir da inquietude que se debate dentro do peito

As palavras sem sentido jogadas no papel, incapazes de traduzir qualquer coisa

O tédio que corrompe e deprime (cada vez mais)