Não posso ser outra coisa, porque simplesmente sou, na imensidão das minhas pequenas conquistas, no orgulho tolo que sinto de tudo ao meu redor, nos sorrisos e nas risadas, nas lágrimas cada vez mais escassas, nos sonhos um a um definhando, em todos os meus erros, covardias e defeitos, em tudo de pior que já fiz pra ver se não acordava no dia seguinte, nos ossinhos da costela que conto em minhas costas com satisfação deliciosamente macabra, em cada dia e cada ano que se passa em contagem regressiva, no infinito do que sou, apenas sou.
Simples assim
