Não sei porque, mas já não estou mais disposta a ouvir tudo como sempre e fingir que está tudo bem. As respostas atravessadas, a sinceridade que não fica mais presa na garganta, a irritação é visível.
É que gostarem ou não de mim, nesta altura, não faz mais a menor diferença.
- Calma, Mari!
- Eu já fiquei calma tempo demais...
Meus esforços se voltam pra não deixar as coisas caírem na rotina, pra que meus pensamentos não se percam em possibilidades que parecem (e, eu sei, apenas parecem) muito mais interessantes.
Lembrar como era descomplicado quando eu não me importava.
Perceber porque é tão mais fácil trocar sorrisos, silêncios e cordialidades quando não há necessidade de afeto e quando as atitudes do outro não têm a menor importância.