30 de março de 2012

A lua míngua e o mel enjoa

É claro que as flores, as rimas e os sorrisos eram só uma fase.

Você já sabia que toda paixão tem data de validade.

25 de março de 2012

Agora tanto faz

Fingir que está tudo bem e sorrir amigavelmente enquanto falamos sobre amenidades.
Não é profundo, não é intenso, não é interessante.



Que o final chegue logo, pra que perdure em mim o que realmente faz sentido.

20 de março de 2012

É tudo uma questão de (falta de) controle.

A ansiedade e insegurança tinham que extravasar pra algum lugar


Pra balanças, espelhos e pedaços de mim que vão ficando por aí.

16 de março de 2012

Stay another day, if that's okay


Amo porque às vezes é serenamente simples e outras, deliciosamente complicado.


- Gatinha.
- Oi?
- Nada.

12 de março de 2012

Eu sei que o sonho era bom porque ela sorria

Outros pensamentos e preocupações.
A melancolia e todas aquelas tristezas injustificadas já não se faziam lembrar.
O tempo corria de forma diferente.


Ela sorria. 
(e sentia que, por ele, as coisas podiam valer a pena)

8 de março de 2012

Nada.

Meus rabiscos preenchem o papel e estragam as páginas vorazmente.









Mas, o vazio sempre fica pra me lembrar o que sou.

5 de março de 2012

Assim se arrasta a vida...

Finalmente descobri.
Finalmente consegui transformar todo sentimento em algo quase palpável.

Organizei as ideias, colhi as palavras.
Movi os lábios, ensaiei. Mas, não consegui te dizer.

Perdoa amor, todo tempo que te faço perder.
Perdoa amor, que deste filme eu já sei o final.

"Você nunca dá uma chance pras pessoas mudarem. Nunca conversa, só reprova. Você realmente espera encontrar alguém que vai ser exatamente como você quer?"
- Não espero nada. Eu só entendo que não vamos encontrar felicidade seguindo pelo mesmo caminho.

"Você abriu a boca, mas não conseguiu falar?"
- De novo.

1 de março de 2012

São tantos segredos e tantas meias verdades

Meu passado é um amontoado de sentimentos e questões não resolvidas.

Lá fora, ora faz sol, ora a chuva cai gostosa. Mas aqui dentro do caos, nada parece interferir na sua constância.

Outro dia, enquanto procurava amor e friozinhos na barriga, redescobri sem querer a saudade.
Apesar da bagunça, a culpa está sempre à vista, junto à dúvida dos porquês das minhas decisões.
A verdade é que não existem porquês. A verdade é que estou sempre fugindo do tédio que eu mesma crio, e que sempre vou achar o instável mais interessante.

Lá fora, hoje, o sol brilha animado. Mas aqui dentro... Aqui dentro tanto faz.