12 de dezembro de 2010

Vizinhos

Vê-lo carregar suas coisas me deu aquele frio na barriga de que minha hora está chegando, também.
Vê-lo ir embora, falando ao celular "Já terminei de arrumar minhas coisas, estou saindo agora", me fez ir com ele, mas meus pensamentos se perderam na imensidão de possibilidades de uma vida que eu nem conheço.
E no vazio que ele deixou, ficou também uma pergunta endereçada a mim, como se o futuro me batesse a porta cedo demais:
"E agora, para onde eu vou?"