No meio de tantas possibilidades que não foram, me encontrei pensando em você.
Como era adorável o jeito que me olhava com ternura, ria e dizia que eu era doida.
Como me surpreendeu ao me buscar em casa no nosso primeiro encontro (e em todos os outros que se seguiram) e quando lhe disse isso, a surpresa foi sua e a pergunta "Nossa, com que tipo de caras você anda saindo?" escapou tão natural que foi até engraçado.
O tempo passava suave e divertido.
Até que você me olhou muito sério e disse "não faça isso comigo", como se conseguisse ler meus pensamentos. Já sabíamos como terminaria.
E nossa certeza veio quando, deitados, de frente um pro outro, eu apenas disse que não sabia.
E nossa certeza veio quando, deitados, de frente um pro outro, eu apenas disse que não sabia.
Sei que sorriu e se lembrou de mim enquanto bebia Stella e tirava fotos das garrafas de Cannabia.
Ainda tento achar uma explicação pra minha falta de sentimentos. Tento achar desculpas por recusar um caminho que seria tão conveniente...